sexta-feira, 13 de julho de 2012

Novidades para o Segundo Semestre!

Estamos na metade do ano, ainda dá tempo de fazer algo legal antes que 2012 termine!! Venha fazer aula com a gente!!
Num clima aconchegante, tranquilo e descontraído, onde o foco é a arte, a cultura, o conteúdo e o bem estar! E o melhor, em frente ao metrô Ana Rosa (linha azul e verde), terminal de ônibus, ao lado da rede Estapar de estacionamentos, posto policial na frente, enfim, com toda a praticidade e estrutura para você chegar bem!

AULAS DE DANÇA DO VENTRE
Segundas - das 9h as 10h30 (iniciante)
Segundas - das 18h30 as 20h (básico)
Terças - das 18h15 as 19h45 (básico)/ das 19h30 as 21h (intermediário)
Quartas - das 20h as 21h30 (intermediário/avançado)
Quitas - das 18h15 as 19h45 (básico)/ das 19h30 as 21h (básico/iniciante)
Sextas - das 18h30 a 20h (iniciante)




AULAS DE DERBAK
Sábados - das 13h as 14h (iniciante/LOTADO)
Sábados - das 16h30 as 17h30 (intermediário)
NOVAS TURMAS EM 2013 - INSCREVA-SE!!!!

AULAS DE YOGA
Informações com Daya Kaur - (11)6795-0975 ou 4063-8144

CURSOS ESPECIAIS
Danças Palacianas Árabe - 1 sábado por mês, das 10h30 as 12h30 (todos os níveis)
Aperfeiçoamento em Dança do Ventre - 2 sábados por mês, das 10h30 as 12h30 (avançado/profissional)
veja maiores informações na página de Cursos Especiais

NÃO PERCA, AGENDE UMA AULA!!!
Maiores Informações: pandora@pandoradancas.com
11 3867-1738


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Receita de Esfiha - Original

Atendendo a pedidos de amigos e alunas do Pandora Espaço de Danças, estaremos publicando no nosso blog algumas receitas típicas do Oriente Médio!
E já que o frio chegou para ficar no nosso hemisfério, nada melhor que uma esfiha quentinha para aquecer o nosso dia!
Em primeira mão compartilho com vocês uma receita extraída da cozinha de uma libanesa autêntica, minha sogra, que além de cozinhar muito bem é super cuidadosa e detalhista.
Já fiz esta receita várias vezes, e é realmente muito gostosa!
Façam e comam sem culpa, deixem para se preocupar em gastar as calorias nas aulas de dança!!



MASSA
1/2 copo de óleo
1/2 copo de leite morno
1/2 copo de água morna
1/2 copo de açúcar
1 ovo
2 tabletes de fermento biológico
+/- 1Kg de farinha
sal a gosto

Dissolva o fermento no leite morno e junte a água e o açúcar, deixe descansar até formar umas manchas na superfície da mistura.
Coloque 1/4 da farinha numa vasilha grande, bata o ovo e o óleo até ficar homogêneo e junte à farinha.
Junte a mistura do fermento e amasse juntando farinha até a massa desgrudar da mão, amasse bem, deixando a massa bem lisinha e juntando o sal.
Cubra e deixe descansar em local quentinho livre de correnteza até dobrar de tamanho, mais ou menos 20 a 40min (geralmente deixo em cima do fogão com o forno ligado no mínimo).

RECHEIO
300gr de patinho ou coxão mole moído
4 a 6 tomates maduros
1 cebola
salsinha (se quiser)
sal, pimenta do reino, pimenta branca, cominho, canela e tahine ou azeite (a gosto)

Pique os tomates e a cebola e misture todos os ingredientes.

MODO DE PREPARO
Numa mesa ampla e polvilhada com farinha separe a massa em bolinhas do tamanho de uma pão de queijo médio e deixe descansar uns 10min (até perceber que cresceram), abra-as com um rolo em disquinhos (mini pizzas) e coloque o recheio ao centro, feche as pontas do disco para esfihas fechadas formando triângulos, ou apenas espalhe o recheio no disco de massa para esfihas abertas.
Leve ao forno bem quente, demora de 5min a 10min cada fornada!
Rende em média 15 a 20 esfihas médias.

DICAS:

Para quem não come carne ou quer variar, pode substituir a carne por ricota, chancliche ou queijo fresco, ou então fazer uma mistura de zattar (tempero árabe) e azeite e pincelar na massa antes de assar, daí temos o MANOUCHE, iguaria bem comum nos desjejuns libaneses.
Mantenha o local onde estará manipulando a massa aquecido e livre de correnteza de ar.
Comece a abrir os disquinhos pelas bolinhas que fez primeiro e que já descansaram por mais tempo.
Use fermentos muito frescos, quanto mais branquinho estiver, melhor.
Deixe o forno no máximo, esfiha gosta de forno bem quente.

Cristina Antoniadis esteve a frente do Café Aman, taverna e casa de shows grega e árabe entre 2004 e 2007, onde uma de suas diversas funções era de chef de cozinha!
Bom apetite!!!!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Identificando uma boa Professora


Há um tempo publiquei um tópico sobre este tema no Orkut pois fiquei muito comovida com alguns depoimentos de algumas meninas que se frustraram, se prejudicaram fisicamente ou ficaram anos com uma professora para depois descobrir que não aprenderam muito.

Visando ajudar na escolha de um profissional de dança oriental para aulas, compartilho aqui no blog este artigo com algumas dicas as quais julgo importantes para a escolha de uma boa professora.

Em minha opinião o aluno deve se ater a alguns detalhes:


1)      Nem sempre uma excelente bailarina é boa professora, ensinar é um dom que exige paciência, boa vontade e prazer de quem está ensinando em fazê-lo. É preciso ter talento para ensinar, ter didática, querer se doar. Existem bailarinas que são excelentes profissionais no palco, mas em sala de aula nem tanto, portanto avalie se sua professora sabe ensinar, pois não adianta só saber dançar bem.

2)      Repare se ela te observa, se te corrige, melhora e orienta seus movimentos. Se ela ficar fazendo o movimento na frente da turma e nem olhar para você, pode esquecê-la. Professora que fica mais dançando e se exibindo na aula do que ensinando, não dá né!! É lindo de ver, mas não é o que você quer, você quer aprender!!

3)      Repare também se ela explica e orienta no seu corpo de onde vem o movimento, como ele acontece, ou seja, se ela “destrincha” o movimento para que você possa aprendê-lo e executá-lo de forma correta, e principalmente, observe se você fica com dor (não aquela dorzinha de músculo que trabalhou), principalmente na coluna e nos joelhos.

4)      A professora deve tratar os alunos de forma respeitosa e cordial. Não incentivar picuinhas, fofocas e competições de ego, não ridicularizar o aluno e nem exigir mais do que ele possa dar naquele momento. Deve ter sensibilidade para perceber o estado físico e emocional do aluno e principalmente ser ética não só com os alunos mas também com as outras profissionais do mercado. Não é educado nem elegante professor que fica falando mal de outras escolas ou professoras, o professor pode e deve manifestar suas opiniões mas jamais desrespeitar os demais.

5)      No meu ponto de vista, uma boa aula deve conter além da técnica, dos movimentos da dança e das questões conceituais, exercícios para aquecimento, alongamento e preparação muscular. Por vezes nossa mente entendeu o movimento mas o corpo não está preparado para executá-lo por falta de flexibilidade ou até mesmo tônus muscular.

6)      Aulas tem que ter roteiro, continuidade, cronograma, tem que ter sido preparada. Aula tem que ter começo, desenvolvimento e finalização.

7)      Ninguém é detentor total do saber, as professoras não sabem tudo, tente descobrir se ela continua estudando, quais são as suas fontes e como aprendeu a dança, bem como sua dedicação não só a dança mas no aprendizado geral da cultura oriental e do corpo humano que é nosso principal instrumento de trabalho.

8)      Uma boa professora deve permitir que você a questione, e caso ela não saiba, ela deve admitir que não sabe e prometer pesquisar para você. Tem professora que ao invés de admitir que desconhece determinado assunto, inventa qualquer coisa na sala de aula, fique atenta!

9)      Verifique se ela conhece os ritmos, os instrumentos árabes, os estilos de música, e se ela ensina tais questões. Tenho alunas que fizeram aulas durante anos com outras professoras e chegaram a mim sem saber o que era um derbak, isto não pode acontecer, observe os sons das músicas que ela coloca em sala de aula e questione sobre aqueles que você não souber ou achar diferente, o aprendizado das peculiaridades e características da música árabe é de extrema importância para uma dança bem executada pois na filosofia oriental música e dança são unos.

10)   Temas como véu, deslocamentos, bengala, snujs, espada, folclores devem fazer parte do cronograma das aulas regulares, é claro que cursos e workshops devem e podem ser feitos, e são bem vindos, mas estes temas devem ser trabalhados em aulas também.

11)   Não se deixe levar apenas pela localização e preço das aulas, se você quer mesmo aprender, procure a melhor profissional para você, nem que seja o dobro do preço e o local mais longe. Lembre-se que muitas vezes o barato sai caro, já dizia o velho ditado.

12)   Defina qual estilo combina mais com você, se você gosta de uma dança mais clássica, tradicional ou mais moderna, às vezes a professora é boa mas não é o estilo que mais te agrada, neste caso, mude.

foto: Beatriz Ricco
professora Cristina Antoniadis
13)   Gostaria de dizer também que nem sempre o que é bom para sua colega será bom para você também, geralmente as professoras e escolas permitem que você assista a uma aula para conhecer o trabalho, não tenha preguiça de fazer com pelo menos 3 professoras diferentes antes de escolher.

14)   E por último, acredito que uma professora de verdade não tem medo de compartilhar informações, não as omite. Um grande mestre nunca temerá que seu aluno o supere, para aquele que nasce com o dom de ensinar, ver o seu aluno desabrochar e transcender é um prazer  e emoção imensurável.
Espero com estas dicas poder ajudar àqueles que procuram um grande mestre!!

Bjsssssssssssssss

Cristina Antoniadis

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segunda-feira, 5 de março de 2012

Entrevista com Márcia Dib

Seguindo com as entrevistas dos profissionais que atuam no Pandora Espaço de Danças, estamos publicando esta semana uma entrevista muito especial com a pesquisadora, professora, coreógrafa e mestre em cultura árabe Márcia Dib.

Fiquei muito encantada com esta entrevista, e aproveito para convidar a todos a participarem do curso que estaremos iniciando no dia 31/03/2012.

Um curso destinado ao estudo dos folclores árabes, suas características, procedências e diferenças. O curso terá duração de 4 meses, 1 sábado por mês, das 10h30 as 12h30.

ESTUDO DOS FOLCLORES - com Márcia Dib
Destinado a homens e mulheres de todos os níveis de aprendizado (31/03, 05/05, 02 e 30/06)
investimento: 4 x R$90,00 ou R$325,00 a vista.
VAGAS LIMITADAS

Inscreva-se: pandora@pandoradancas.com

ENTREVISTA:


PD: Márcia, como você iniciou seus estudos nas danças orientais?
MD:Já havia feito aulas de outras modalidades de dança mas, quando eu comecei a praticar a dança oriental, não quis mais parar, senti que ali estava meu lugar. Depois disso, fiz aulas com diversas professoras em São Paulo e Nova York.

PD: O que te motivou a estudar e pesquisar os folclores árabes?
MD: Quando fui estudar a dança oriental na Síria, encontrei uma riqueza inesperada: as danças folclóricas. Percebi que aquelas danças, tão variadas e bonitas, me tocavam profundamente, e decidi estudá-las mais a fundo.

PD: Qual a importância de se estudar os folclores para quem estuda a dança do ventre ou dança oriental “Raks El Sharki”?
MD: Eu não acho que uma bailarina com foco na dança do ventre deva, necessariamente, estudar as danças folclóricas. Se ela se sentir atraída e motivada, se quiser estudar realmente a origem, a motivação e a técnica das danças folclóricas, deve fazer isso! Mas se o objetivo dela for colocar alguns números de dança folclórica apenas para “incrementar” seu show (muitas vezes desrespeitando o figurino, a música e o contexto dela), acredito que deveria pensar melhor, para não usar o folclore de forma leviana. Às vezes acontece de uma aluna procurar as danças folclóricas apenas como um “enfeite” e depois se apaixonar por elas e começar a estudá-las seriamente. As danças folclóricas são maravilhosas e um universo riquíssimo em gestos, intenções e músicas. Com certeza qualquer bailarina terá seu repertório artístico e cultural ampliados ao estudá-las!

PD: Você é de descendência árabe, mais precisamente Síria, como foi para você e sua família a sua escolha em seguir o caminho das artes?
MD: Eu nunca havia ouvido uma música árabe em casa, ninguém dança, nada mesmo! Foi um gosto meu, que se desenvolveu aos poucos. No início meus pais  não levaram muito a sério, mas depois, quando perceberam a minha dedicação e seriedade, assim com os resultados de meu trabalho, ficou claro que não era uma mania ou capricho, mas algo muito forte que estava acontecendo dentro de mim.


PD: No que você acha que sua descendência mais contribuiu para seus estudos e formação?
MD: Acredito que herdamos muito mais que a cor dos olhos ou algum traço de personalidade. Só quando eu fui para a Síria, soube que muitos de meus antepassados tocavam e dançavam, e minhas primas dançam maravilhosamente, nas festas da família. Eu me sentia “em casa” enquanto estava aprendendo determinadas danças; acho que isso também é herança! Sinto correr nas minhas veias um amor pela cultura árabe que me levou a abandonar duas profissões (sou formada em arquitetura e fiz teatro profissional por vários anos) e me move a ir cada vez mais fundo nesta área. Além disso, respeito muito minhas origens, e procuro estudar seriamente a cultura e suas manifestações, procurando fugir dos estereótipos e imagens distorcidas.

PD: Sabemos que você passou um período no Oriente estudando as danças e cultura árabe. Conte-nos um pouco como foi essa experiência.
MD: Como disse, a riqueza e a diversidade da danças folclóricas foram uma agradável surpresa para mim. Aos poucos, nas aulas e estágios que fiz na Síria, fui entendendo que a dança folclórica é muito forte e, quando é levada para o palco, exige ainda mais criatividade e destreza.  Meu corpo foi entendendo a expressividade presente na dança de cada região. Cada lugar tem sua própria dança e música, com seu tônus muscular, sua intenção, seus gestos... É um mundo novo, enorme! Se pensarmos que cada país tem esta diversidade e riqueza, vamos ampliar a maneira como vemos as danças folclóricas e o próprio Oriente Médio.

PD: Você escreveu um livro sobre música árabe. Por que você sentiu essa necessidade e qual a importância de se ter um bom conhecimento no assunto para quem estuda as danças orientais?
MD: Eu estudei música ocidental por muitos anos, piano e canto. Cantei profissionalmente em dois grupos, gravei um CD, enfim, a música sempre esteve muito presente em minha vida. O livro é uma parte de meu mestrado, no qual discorri sobre a música e dança da Síria e, para isso, tive que aprofundar meus estudos também na música oriental. Eu já havia feito , há muitos anos atrás, aulas com Sami Bordokan, que me ajudaram muito a entender esse universo. Foram 2 anos de aulas particulares, um curso bem intensivo e focado. Aprendi muito com ele!. Depois estudei música na Síria também, além de ler bastante sobre o assunto. Achei importante escrever o livro por ainda não haver nada escrito em português sobre esta música maravilhosa e, quando fiz o mestrado, tive dificuldade em encontrar bibliografia apropriada. Por isso quis dar minha contribuição. Além disso, tenho a convicção de que, se compararmos duas bailarinas com o mesmo nível técnico, dança melhor aquela que conhece música: ela dança com mais propriedade, segurança, aproveita melhor as linhas melódicas e rítmicas, as pausas. Por todos estes motivos decidi escrever o livro.

PD: Como você vê o desenvolvimento da dança oriental e dos folclores árabes aqui no Brasil. Em quais aspectos você julga que os profissionais brasileiros deixam “a desejar” e em quais você acha que são exemplares?
MD: Por um lado, existem muitas pessoas praticando e estudando, o que é bom. Depois de um “boom” inicial, agora as pessoas têm procurado mais informações sobre a dança, a música, a cultura árabe, enfim, uma boa formação, o que é ótimo!  Por outro lado, sinto que o “mercado” leva muitas pessoas a tratarem a dança simplesmente como um produto. O espetáculo de dança tem sido, muitas vezes, um “show de variedades”. As bailarinas se sentem obrigadas a ter uma novidade, a fazer o passo ou a dança da moda, a incorporar elementos mesmo que ainda não tenha muito conhecimento ou experiência.  Isso me incomoda bastante, acho que empobrece algo que poderia ser muito maior e especial.

PD: Qual aspecto você julga de extrema importância para quem quer estudar os folclores de uma determinada região?
MD: Acho que o principal é ter  vontade sincera de conhecer aquela manifestação cultural e artística. Um olhar atento e o pensamento aberto, sem achar que já sabe, já conhece. Cada região pode nos mostrar um mundo novo! Existem danças que partem de uma mesma motivação – por exemplo, buscar água no poço – mas se manifestam de maneira diferente em cada lugar. É aí que está a riqueza das danças folclóricas.

PD: Você também tem uma pesquisa e estudo das danças palacianas, no que elas diferem dos folclores?
MD: Ao contrário das danças folcóricas, que nascem do povo e possuem movimentos conhecidos e praticados por todos, as danças palacianas são feitas para serem mostradas para alguém, sejam nobres ou governantes, e exigem bailarinos altamente treinados, que executam movimentos amplos, graciosos, mas nem sempre orgãnicos e naturais. São danças que procuram a Perfeição, a Beleza, a Harmonia. São danças lindas e pouco conhecidas, trabalhadas sobre músicas eruditas complexas e belíssimas!

PD: Cite alguns nomes de professores e mestres que fizeram diferença na sua vida e por que.
MD: Foram muitos os que contribuíram  e ainda contribuem – para minha caminhada! Desde meus professores e colegas de piano, canto, teatro, cenografia, iluminação, arquitetura, até pessoas amigas que me ajudaram – mostrando um novo jeito de ver as coisas e as pessoas - e não sabem disso. Em relação aos professores e mestres, além de Sami Bordokan que, como eu disse, abriu meus olhos, ouvidos e coração para a música árabe, devo muito aos meus professores na Síria (música árabe e danças folclóricas) e em Nova York (dança do ventre) . Aqui no Brasil, minha gratidão vai especialmente para Fadua Chuffi, com quem aprendi muito sobre a dança oriental. Eu já havia feito aulas com mais de 10 professoras, mas com ela entendi a riqueza e a seriedade de estudar essa dança com profundidade. Fiz vários anos de aulas particulares e em grupo com ela e tive uma base sólida, que me permitiu vôos mais altos. Eu devo muito também às minhas colegas, com quem aprendi bastante e sempre; e às minhas alunas, que me renovam a cada dia.

PD: Qual conselho você daria para as estudantes e profissionais que pretendem seguir a carreira profissional na dança?
MD: Acredito que a bailarina deve procurar ser sincera na sua dança, evitar seguir modismos e procurar saber o que diz seu corpo, coração e mente. Ela deve respeitar a dança que escolheu que, sendo uma dança étnica, tem aspectos culturais “embutidos” nela que devem ser estudados e levados em consideração. Deve também ter a humildade de saber que sempre é possível aprender mais, subir um pouco mais a montanha do conhecimento para ter uma vista mais ampla e conseguir olhar mais longe. Deve procurar aprender com os erros, seus e dos outros. Respeitar suas colegas e todos os que colaboram com a aula ou o show. Ver muitos espetáculos, de vários tipos de dança, ouvir muita música. Enfim, se abrir para o mundo das artes e não se deixar empobrecer, tentando caber num estereótipo imposto pelo mercado. E, finalmente, deve agradecer por danças tão bonitas existirem e enfeitarem nossas vidas!



Márcia Dib também tem um blog com artigos muito interessantes para estudo da cultura árabe, não deixe de acessar, clique aqui.

Agradecimentos mais do que especiais a Márcia por esta riquíssima entrevista!!

Quem será o nosso próximo entrevistado?? não percam!!
bjsssss
Cristina Antoniadis

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Acreditando num Sonho


Ontem, dia 26/02/2012, tivemos as 2 primeiras aulas do “Pandora Curso Profissionalizante – Especialização em Dança Oriental”. Uma idéia que nasceu de um bate papo informal em 2008 entre mim e Soraya Smaili do ICArabe (Instituto de Cultura Árabe). Nas nossas conversas e discussões enquanto eu cuidava de suas madeixas (sim, eu já fui cabeleireira também), percebemos a necessidade de disponibilizar e promover o acesso a informações pertinentes à cultura árabe para os interessados nas danças uma vez que o número de pessoas praticando, ensinando e procurando a chamada dança do ventre e danças folclóricas árabes é cada vez mais crescente.

Lançamos um curso para o público em geral, mobilizamos professores, meios de divulgação e local, mas daí veio a decepção, não houve quórum suficiente para a realização do curso. Ficamos tristes, realmente chateados e por um momento desistimos. Mas a idéia não queria sair da minha cabeça.

Em 2009, quando resolvi que deveria dedicar minha vida profissional exclusivamente à dança, mergulhei de cabeça, e não parei mais, até que em 2010 abri minha própria escola. O retorno foi mais rápido do que eu imaginei, e então aquela idéia começou a ficar mais forte e constante em mim. Pensei e repensei, refleti, analisei o que foi que deu de errado daquela vez e o que poderia dar de errado novamente, e assim reformulei toda a estrutura e foco do curso.

Desta vez o curso seria direcionado para a profissionalização da dança, uma espécie de pós-graduação para aquelas que já fazem parte do universo das danças orientais e queiram se aprofundar ainda mais no assunto. Seria um curso longo, com carga horária extensa e grande parte teórica. Haveria também um processo de seleção e requisitos mínimos para participação. Nossa, parecia que eu estava dificultando ainda mais a realização do curso. Comentei com algumas pessoas e várias me disseram que não ia dar certo, que não havia uma preocupação por parte das bailarinas em realmente aprender os aspectos históricos e culturais da dança, que ninguém iria se comprometer num curso tão longo, que hoje em dia as pessoas preferem gastar em celular e marketing pessoal do que em aprendizado! Fiquei refletindo sobre tudo isso, mas pensei bem e resolvi tentar mais uma vez.

Acreditei no meu projeto, queria de verdade proporcionar para as pessoas um curso com conteúdo rico, com profissionais sérios e comprometidos com a cultura árabe. Um curso que realmente fizesse a diferença na vida destas pessoas, não só como bailarinas e professoras de danças orientais mas também como admiradoras da cultura árabe.

Apresentei novamente o projeto à diretoria do ICArabe, que me recebeu com braços abertos e me deram todo o apoio necessário. Fiz alguns ajustes e lancei a divulgação em outubro de 2011. Para minha surpresa, no final de novembro as vagas já haviam se esgotado e havia lista de espera.

Ontem, tivemos nosso primeiro encontro de muitos, e observar todas as alunas, durante as mais de 6 horas de duração, com olhos ávidos por conhecimento e atenção redobrada a cada palavra dos professores num domingo ensolarado (35 graus), as dúvidas mais do que pertinentes, a pontualidade e respeito a tudo e todos e o clima de satisfação e contentamento de todas me deixaram realmente realizada.

Fiquei feliz por ter acreditado no meu sonho! Pois o sonho deste curso vai além da realização das aulas, vai além da satisfação do ego. A realização deste curso representa para mim o primeiro de muitos passos, passos estes que objetivam transformar o universo limitado da dança do ventre e todos os estereótipos, preconceitos e distorções que ele carrega no universo das danças orientais, danças de uma beleza e conteúdos infinitos e que acima de tudo está inserida numa cultura milenar e riquíssima.

Agradeço a todos aqueles que tornaram este sonho possível (alunos, professores e parceiros), e espero que este seja o primeiro de muitos cursos e muitos passos!

Leia também a entrevista dada ao site do ICArabe por mim sobre o curso - clique aqui

Encontre mais informações sobre o curso na página de Cursos Especiais


quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Entrevista com Fadua Chuffi


Estamos lançando neste próximo sábado, dia 25/02 das 10h30 as 12h30, a 5ª edição do Curso de Dança Oriental com a bailarina de renome internacional Fadua Chuffi!

O curso é destinado a estudantes e bailarinas nos níveis avançado e profissional de Dança do Ventre. Nos módulos anteriores foram desenvolvidas coreografias nos estilos baladi e percussão árabe. Neste próximo módulo o foco é uma coreografia de dança clássica oriental! Sequências criativas e técnicas avançadas fazem parte do curso!

Não perca esta oportunidade de aprimorar e refinar sua dança! Saiba mais sobre esta grande bailarina conferindo esta exclusiva entrevista cedida ao nosso blog.


ENTREVISTA COM FADUA CHUFFI
 BlogPD -  Fadua, você sempre se dedicou às danças, estudou diversos estilos e modalidades, o que te fez escolher a dança oriental?
Fadua - Em primeiro lugar está a minha descendência de libaneses por parte de pai, o que favoreceu meu interesse em relação aos diferentes aspectos da cultura do Oriente Médio e, logicamente me fascinei pelas maravilhosas músicas e danças desta cultura. Meu pai me contava como meu avô dançava Dabke nas festas e casamentos com os “patrícios” que também imigraram para o Brasil, e que estas comemorações duravam até três dias. Certa vez, praticando ballet na sapatilha de ponta, senti uma dor intensa na sola do pé. Consultei um médico e descobri que era uma tendinite, forçosamente tive que me afastar aproximadamente três meses do forte trabalho dos pés no ballet. Na academia Mileidi, onde comecei estudar ballet clássico e mais adiante aos 14 anos a dar aulas de clássico e tap dancing, ficava assistindo algumas professoras de dança oriental e ficava encantada. Na época eram elas Fatima Fontes e Karima.

Blog PD - Como foi o seu primeiro contato com a dança do ventre e o que te motivou estudá-la no exterior?
Fadua - Foi fascinante! Comecei a estudar com a Fatima os movimentos básicos de torso e cadeiras, já que não podia forçar os pés. Foi amor à primeira vista (no caso primeira aula, rsrsrsrs) e depois sozinha  ficava estudando e analisando vídeos. Decidi que essa era a dança que eu queria para sempre, então através de uns conhecidos que tinham parentes nos Estados Unidos, fiz contato com escolas de dança em Nova Iorque pois queria me aprofundar nos estudos. Ali o ensino e o estudo da dança são bem fortes e disciplinados, uma excelente escola para toda a vida. Graças a Deus e ao destino, consegui excelentes contatos e estudei com professores de grande prestígio como Ibrahim “Bobby” Farrah (descendente de libaneses), Ghassan Fadlallah (ex-primeiro bailarino do grupo Caracalla) e Yousry Sharif, artista e coreógrafo egípcio mundialmente renomado pelo seu excelente trabalho. Na verdade a primeira aula que vi em grupo foi a de Ibrahim “Bobby” Farrah e, até hoje me lembro da música e da força da coreografia que estava sendo ensinada; para mim era quase como uma nova e autêntica forma de interpretar a música e dança oriental.

Blog PD -  O seu currículo é rico no estudo da dança com grandes mestres como Yousry Sharif, Ibrahim “Bobby” Farrah, Ghassan Fadlallah, Mahmud Reda, Shokry Mohamed, Aida Nour e Ragia Hassan, no que você acha que foi de mais importante para o seu aprendizado este contato e qual destes grandes mestres te marcou mais e por quê?
Fadua - Não posso dizer que apenas um mestre me deixou marcas, pois de cada um deles aprendi não apenas a técnica e a disciplina, mas também conselhos e palavras que me serviram e servirão para toda a minha vida profissional. Posso dizer que cada um deles me ajudou e continua ajudando em momentos e danças diferentes, por exemplo: para montar coreografias e senti-las em minhas entranhas me inspiro muito em Bobby e Yousry; penso no sentimento da mulher egípcia relembrando Aida Nour e Ragia; a força do povo egípcio no Yousry; a sabedoria e picardia no Shokry; e já a força terrenal do folclore me inspira nos ensinamentos de Ghassan.

Blog PD -  O espetáculo “Jardin de La Danza” do bailarino Shokry Mohamed marcou uma geração inteira de bailarinas nos anos 90 e foi pioneiro em levar a dança oriental em grande estilo para os palcos aqui no Brasil. Como foi dirigir, produzir e atuar neste espetáculo que contou com um grande elenco de bailarinas profissionais e músicos?
Fadua - Claro que devo dizer que foi uma grande conquista e realização profissional por detrás de um árduo trabalho. Dediquei-me intensamente ao projeto junto a todo o elenco envolvido. Trabalhar com Shokry Mohamed não apenas aqui, mas também na Europa foi para mim o equivalente a uma pós-graduação. Shokry já não esta mais neste mundo, mas sei que deixou seus ensinamentos, sabedoria e forma única de ser gravados em cada um de nós.  Tenho certeza que a empenhada e vitoriosa equipe que participou deste grande espetáculo deve dizer o mesmo, relembrando este momento de nossas vidas com carinho.

Blog PD - Você passou um longo período em carreira internacional, conte-nos um pouco como foi este convite, como a dança é tratada lá fora e o que isto te acrescentou como bailarina de dança oriental.
Fadua - Como já disse antes, fui desenvolver meus estudos em Nova Iorque (USA), e ali mesmo, após uns dois anos de idas e vindas, comecei a apresentar-me e mais adiante surgiu à oportunidade fazer uma temporada em Andalucia (Espanha), precisamente em Sevilha. De ali em diante, com meus esforços e apoio de meus pais, aos quais sou muito grata por tudo; e também com a ajuda de um Ser maior abrindo meus caminhos, fui ampliando e cruzando fronteiras com minha arte, chegando também a países do Oriente Médio. Posso dizer que comparando com o Brasil, em muitos lugares o reconhecimento do trabalho de um artista bailarino é muito maior, somos levados mais a sério.



Blog PD -  De volta para o Brasil, como você percebe a dança oriental aqui atualmente e quais são os nossos pontos fortes e os pontos a melhorar em relação ao exterior?
Fadua - A dança oriental cresceu muito em muitos aspectos.  As pessoas aqui já possuem bons referenciais e, portanto estão desenvolvendo um gosto mais requintado e crítico pela dança. Infelizmente ainda falta muita união entre as profissionais, humildade para aprender e seriedade para ensinar.

Blog PD -  Você foi praticamente a pioneira no Brasil em utilizar o termo “dança oriental” no lugar de “dança do ventre”. No seu entender, qual seria a diferença?
Fadua - Tenho bem claro como estudante da língua árabe, que o nome desta dança neste idioma é “dança oriental”. Minhas pesquisas puderam comprovar que este nome faz referência ao conjunto de expressões que caracterizam o povo oriental e não às partes do corpo.  Esta dança possui influências de diferentes povos que habitaram e mantiveram intercâmbio no Oriente Médio, muito deles não árabes. Outro motivo é que não dançamos apenas com o ventre, basta assistir uma bailarina de dança oriental com bom nível artístico e técnico para comprovar o que estou dizendo. Para esclarecer ainda mais, o nome dança do ventre foi criado por ocidentais através da má interpretação destes viajantes e das diferenças encontradas na forma de dançar do Ocidente, tornando-se mais adiante um nome exclusivamente comercial e pejorativo para os sérios profissionais.

Blog PD -  Em abril/2012 você estará participando de um grande festival de dança que ocorre na Espanha a convite da organização. Conte-nos um pouco sobre este evento e qual será o seu papel nele.

Fadua - Este festival acontece em Jaén (Espanha) e já esta na sua nona edição. O Bellysurdance é considerado o maior festival do gênero na região de Andalucia, tanto pela organização, seriedade dos organizadores, apresentação e escolha de artistas, quanto pelo conteúdo ensinado pelos professores. É apoiado pela prefeitura local e esta localizada em uma das principais províncias que contribuiu com a história árabe andaluza. Eu já havia trabalhado com a organizadora deste festival na mesma cidade. Este ano regresso ao evento, junto a outros professores de renome que ali estarão, como professora e bailarina fazendo também uma apresentação.
   
Blog PD -  Como é para você ser referência mundial quando o assunto é dança oriental?
Fadua - Nossa! Quando me falam isso sinto uma grande reponsabilidade, imaginando como deve ser a visão das pessoas desde fora. Não tenho a intenção vaidosa de sê-lo, porém se isto acontece, só posso sentir gratidão a todos estes anos de dedicação, luta e perseverança. Sei que nasci para dançar e ensinar, dançar para mim é respirar. Respirar fisicamente, mentalmente e espiritualmente.  Portanto sinto que minha missão é contribuir para o desenvolvimento e evolução da dança, transmitir conhecimentos, e ao dançar trazer luz e alegria ao mundo.

Blog PD -  Fadua Chuffi é seu nome verdadeiro, conte-nos um pouco sobre como sua descendência influenciou na sua dança.
Fadua - Meu nome completo é Esther Fadua Bazile Chuffi (uma mistura de libaneses do sul e italianos do sul). Fadua era o nome de minha avó paterna.
No princípio da entrevista falei sobre como meu pai me contava como era a vida com seus pais (meus avós), que eram imigrantes e que só falavam em árabe. Como minha avó fazia as comidas, o pão de folha , como rezavam, e coisas do cotidiano que talvez por genética, me instigavam a curiosidade para saber mais e mais, imaginando quantas horas eu estaria ao lado destes avós se os tivesse conhecido, perguntado sobre a vida deles no Líbano, já que vieram a falecer muito antes do meu nascimento. Quando estive no Líbano pude conhecer toda a família e “matar” a curiosidade!(rsrsrsrs)
Portanto acredito que toda esta carga genética continua influenciando sobre o amor, o respeito e o orgulho pelas raízes. Também acredito no destino, como se diz em árabe “MAKTUB ALA JIBIN (ESCRITO NA TESTA)”.

Blog PD -  Qual conselho você daria para as bailarinas e estudantes de danças orientais aqui no Brasil?
Fadua - Que tenham bem claro que muito mais do que apenas uma dança, esta modalidade esta inserida em uma cultura que deve ser respeitada e entendida. Claro que muitas mulheres podem fazer a prática desta dança apenas como uma terapia física e/ou emocional, pois curiosamente detrás de toda a história que ela possui e da região de onde provém, ela possui uma linguagem universal do feminino, sendo praticada e apreciada por mulheres de distintas regiões do planeta.
 Que estudem e pesquisem em fontes seguras sobre a cultura do Oriente Médio, ouçam muita música oriental de boa qualidade, aprendam os ritmos que são fundamentais para dançar com fluidez,  investiguem sobre a história, e se possível até o idioma, ou qualquer maneira que tenham de aproximar-se da cultura.
A célebre bailarina Nadia Jamal dizia que para ela artista é sinônimo de aprendiz e que devemos aprender também outras modalidades de dança, música, teatro, etc... Quanto maior nosso conhecimento, mais rica será nossa expressão e interpretação ao dançar. A dança exige além de um bom professor, muita dedicação, disciplina e esforço.


Confira a coreografia de percussão que Fadua desenvolveu no último módulo do curso e foi sucesso no Show - Gala Extravaganza organizado em Dezembro de 2011 pela bailarina Débora Valério.


Inscreva-se já!!!

Arte, Produção e Realização - Pandora Danças
Agradecimentos especiais a Fadua Chuffi que gentilmente nos cedeu esta entrevista!!
Temos muita honra em tê-la como uma de nossas profissionais!!

bjssss a todos
até a próxima!!!

Fiquem atentos, semana que vem publicaremos entrevista coma bailarina e pesquisadora Márcia Dib!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Benefícios da Dança – Aquele que ninguém diz

Após retornar de uma viagem para Natal/BR, quase um bate-volta (demorei mais no céu do que na terra, rssss), percebi que o maior benefício que a dança do ventre me trouxe em toda minha vida foi as minhas amizades.
Confiram o texto na íntegra no meu blog pessoal, clique aqui!!
Uma linda semana!
Cristina Antoniadis

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Momentos Especiais 2011

No dia 11/12/2011, o Pandora Espaço de Danças realizou seu show anual de confraternização. O tema foi a música "Wahastini", que numa tradução não literal significa dentro do contexto da canção "Você me fascinou".
Todas nós nos sentimos realmente fascinadas: pela dança, pelas músicas, pela cultura oriental, umas pelas outras e principalmente pela magia de estar neste mundo e poder dançar!!
Prestigie um pouco deste lindo trabalho de fotos do Marcelo Vigneron que com muita arte e sensibilidade conseguiu registrar maravilhosamente este MOMENTO ESPECIAL!!


Sobre a música tema do vídeo - Mirsilou (versão George Abdo)
Esta é uma música muito usada na Dança Oriental, não há quem não goste e não se sinta mergulhado no imaginário das Mil e Uma Noites ao escutá-la.
Sua autoria e origem é desconhecida e polêmica, alguns dizem que é egípcia, outros armênia, mas os maiores indícios é de que sua origem seja do que os gregos chamam da "Mikrassia", o que seria para nós a Ásia Menor, provavelmente em Smirna, região da atual Turquia. Estima-se também que sua composição seja do séc. XIX, época na qual esta região estava sofrendo um misto de conflito e interação cultural entre gregos e turcos. O termo Mirsilou significa garota do Egito, e a letra relata um amor e paixão avassaladores por esta garota.
Seu primeiro registro foi em Athenas, executado pela banda de Michalis Patrinos em 1927.
Desde então foi gravada e regravada em diversos países do oriente médio e em diversos idiomas. Ficou conhecida mundialmente na década de 90 através do filme Pulp Fiction. Eu, particularmente prefiro a versão oriental, divirtam-se com alguma destas versões!!!



Regravação da famosa cantora grega Glikeria


Primeira Gravação



Letra e Tradução da Música Mirsilou

Mirsilou mou, i glikiassou matia
Minha Mirsilou, e o seu doce olhar
Floga mou exi anapsi mes sti kardia
Você acendeu uma chama em meu coração
Ax, ya habib, ax ya leleli, ohhohhh
Ax meu amor, ax as noites, ohhhhh
Ta diossou xili stazoune melino
Dos seus lábios gotejam mel

Ax, Mirsilou, Magiki, Eksotiki, Omorfia
Ax, Mirsilou, mágica, exótica beleza
Trela tha mou erthi, den ipofero piá
Me tomarei de loucura e não mais sofrerei
Ax tha se klepso messa aptin Arapiá
Ax, das Árabias eu te furtarei

(tradução por Cristina Antoniadis)

Em breve, postaremos sobre a música "Wahastini", tema do show do Pandora Espaço de Danças em 2011.
até mais!!!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Volta as Aulas!!!!

Depois de um pequeno recesso, estamos de volta, não deixem de acompanhar nossa programação pois o Pandora Espaço de Danças estará repleto de novidades em 2012!!

NOVOS HORÁRIOS E TURMAS PARA DANÇA DO VENTRE COM AS PROFESSORAS CRISTINA ANTONIADIS, CAMILA BITTENCOURT, FACTIMA EL SAMRA E LEANDRA YUNIS

NOVAS TURMAS DE DERBAK COM SAMI BORDOKAN E WILLIAM BORDOKAN

AULAS DE DANÇAS CIGANAS COM LEANDRA YUNIS

AULAS DE DABKE COM CRISTINA ANTONIADIS

OFICINAS DE RECICLAGEM COM CLÁUDIA PAROLIN

CURSO DE APERFEIÇOAMENTO COM FADUA CHUFFI

ESTUDO DOS FOLCLORES COM MÁRCIA DIB

LANÇAMENTO DO CURSO PROFISSIONALIZANTE - ESPECIALIZAÇÃO EM DANÇA ORIENTAL

arte gráfica e criação: Cristina Antoniadis, foto: Marcelo Vigneron 


Fiquem de olho!!!
Até Mais
Coordenação Cristina Antoniadis

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

COMECE 2012 DANÇANDO!!!

Após um pequeno recesso para recarregar nossas baterias, estaremos de volta semana que vem, dia 16/01/2012, e para iniciarmos o ano com boas energias estamos convidando todas as mulheres que querem se amar ainda mais a participar da aula aberta de Dança do Ventre que realizaremos com a professora Leandra Yunis, das 20h as 21h!!

Não perca, faça sua inscrição e convide as amigas, é totalmente gratuito!!!

Aula Aberta de Dança do Ventre - Segunda feira dia 16/01 - das 20h as 21h
Foto: Marcelo Vigneron
Professora: Leandra Yunis



Inscrições:
pandoradancas@gmail.com
11 3867-1738
11 7274-9040

Um grande abraço e que 2012 seja um ano maravilhoso para todos nós!!

"INICIE O ANO BEM, INICIE DANÇANDO"

Pandora Danças

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Bem Vindo!!



O Pandora Espaço de Danças é um local totalmente destinado à arte. Tem um real comprometimento com a cultura árabe e oriental, e tem por objetivo difundir esta cultura através da música e dança da forma mais fidedigna e direta possível.

Nosso blog foi criado para que possamos ter mais um mecanismo de divulgação desta cultura, e possibilitar uma interação maior entre o aluno, leitor e admiradores de forma geral!

Aqui você encontrará artigos diversos, vídeos, músicas, imagens, informações sobre aulas e cursos, shows e apresentações e também indicação de material para estudo. Conhecerá um pouco mais nossos professores, profissionais e parceiros, bem como curiosidades e assuntos relacionados a cultura e arte em geral.

Não deixe de participar, comentar e solicitar os assuntos que gostaria de ver por aqui! Estamos de braços abertos esperando vc!

Um grande abraço!!
"Ahla W Sahla"


Pandora Espaço de Danças
Coordenação - Cristina Antoniadis


fotos: Marcelo Vigneron